Covil

O pior PARALÍTICO é aquele que não quer andar.
Quem MORRE por gosto não cansa.
Quem muito se ARMA, muito se fode.
Mais depressa se apanha um mentiroso do que um COXO.

Thursday, December 29, 2005

O Fim do Ano

Agora que nos encontramos a aproximadamente dois dias do final do ano que foi 2005 para entrarmos no ano que vai ser 2006, seria mais do que habitual fazermos um balanço do que se viveu, acontecimentos importantes, datas a assinalar. Covil limpinho que este é, serviria esta instrospecção social para arrumar as asneiras feitas, ou pelo menos varrê-las para debaixo do tapete, e por em exposição nas prateleiras tudo aquilo que correu bem. Como não gosto de ver prateleiras vazias, aqui não se fazem arrumações, logo não há instrospecção para ninguém.

No fundo, vim aqui só para manifestar o meu desagrado face a este ritual de passagem. Mais do que isso, propor novos rituais. Eu acho que seríamos todos mais inteligentes se concordassemos que, para servir de desculpa como noite folia, também podíamos festejar a passagem do semestre, do mês, da semana, e, sem querer ir longe demais, o próprio dia. Assim, vivíamos numa broa contínua, iríamos, eventualmente diminuir a esperança de vida do ser humano acabando com o excesso de população no planeta, certamente que não existiriam problemas de relacionamento entre as pessoas, dado que a bebedeira constante e posterior ressaca impediria qualquer raciocínio e, progressivamente, movimentos corporais de qualquer tipo e, no fundo, nem sequer tempo teríamos para não sermos felizes. Posso dizer que quem mais beneficiaria seriam os animais que não precisariam de nos aturar, de certeza absoluta que não existiria mais caça, porque ninguém conseguiria acertar no que quer que fosse. Muitas outras vantagens poderia eu enumerar, mas por falta de tempo e por ter os dedos gelados vou ficar por aqui.

Como já deve ter dado para reparar, eu não simpatizo particularmente com este feriado, e acho que é mais a festa que faz o dia e não o dia que faz a festa. Provavelmente porque nunca faço planos dignos de fim de ano, e porque são raros os anos em que efectivamente saio de casa, para além de conhecer uma pessoa especial que faz anos dia 31 de Dezembro, o resto não me diz muito.

Mas este desagrado todo não vem só de achar que é uma desculpa esfarrapada para fazer festa (não que isso tenha alguma coisa de mal, mal mesmo é acharem que toda a gente tem de festejar), vem, principalmente, do facto de o novo ano ser exactamente a mesma porcaria que o anterior, na maioria dos anos que vivi, ainda pior. Por isso, se eu entrasse no novo ano a dormir, a merda era a mesma, e se calhar se depois de acordar saísse de casa e fosse apanhar uma xiba descomunal, aí sim, a entrada era boa.

2 Comments:

  • At 2:40 AM, Blogger Adriana said…

    Este post não marca de forma alguma o final da famosa novela sem nome, antes pelo contrário, representa a esperança de que esta continue, ou, caso não seja possível, que tenha um final jeitoso.

     
  • At 2:55 PM, Blogger Capitao America said…

    Muito radical. Já fazemos assim há imenso tempo. E dá ideia que seria mudar só por mudar e isso, só por si não vale a pena. A economia já depende muito destas celebrações. Vulgarizá-las faria perder o interesse.

     

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