Covil

O pior PARALÍTICO é aquele que não quer andar.
Quem MORRE por gosto não cansa.
Quem muito se ARMA, muito se fode.
Mais depressa se apanha um mentiroso do que um COXO.

Saturday, October 29, 2005

Episódio 5 - O segredo de Maluca

Flashback:
Connie Apodrecida, enternecida ao olhar para o bébé abandonado, não resiste a interpelar o marido "Que fofinhinhinhinho, vamos ficar com ele? Afinal, alguém também roubou o nosso!" Tesus, visivelmente excitado com a voz infantil feita por Connie tentou negociar: "Tudo bem, mas só com uma condição... temos de fazer este filho primeiro", disse, enquanto apalpava o rabo da mulher. Connie fez cara de esquisita durante aproximadamente 3 milésimos de segundo e retribuiu o gesto, enquanto o bébé chorava e esperneava ao som de latas a bater freneticamente... Ali mesmo ao lado, Maluca praguejava coisas ainda mais esquisitas que o habitual... ou talvez não: "Mulher rouba bébé, Maluca não única... Gasolina, dá-me mas Gasolina!"
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No Hospital, Afonso Nãofaznenhum, completamente inconsolável pela perda do filho, é encaminhado para o bar do edifício pela mão da Amante, Fernanda Dissimulada: "Anda amor, vais beber um chazinho comigo... calma...", diz, enquanto sorri descaradamente, "Esse bébé não veio na melhor altura, agora estás comigo, poderemos ter filhos nossos" Afonso larga violentamente a mão da amante e agarra-se ao empregado do bar a soluçar: "Dê-me o que aí houver mais forte". Parece que alguém ia estar de ressaca no dia seguinte... Mais tarde, uma enfermeira chega a correr ao bar a gritar pelo Sr. Dr. Nãofaznenhum... que teria acontecido desta vez?
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Martim desliga o telefone ( não há dinheiro para telemóveis) e pensa: "Será que estou maluco? Vi alguém muito parecido comigo. E aquela mulher... Deus, preciso de dormir, sem dúvida." Lutando contra o sono, sai para a rua, decidido a ir ao Hospital Mais Próximo. Depara-se com a confusão habitual na sua rua...
Bianca Cristina: "Já arranjei namorado, já arranjei namorado! Ta-na-na, ta-na-na! Não é médico, mas é gajo! E agora a quem é que vou cravar um telemóvel para lhe ligar... mmm... eheheh"
Olivério (pensando): "A Bibi tocou-me nos tomates... com a mala, mas tocou... ela só pode tar doidinha por mim", disse, enquanto reparava que Bianca Cristina o olhava com ar malandro...
Daniel Caralhadas: "Que caralho, ai que caralho. Caralho, pá! Mas oh meu burro, tu não vês que essa parola só se quer aproveitar de ti?!"
Mas Olivério estava demasiado cego de paixão.
Ao avistar Martim da sua janela, Paulo Charras recebe-o da forma habitual:
- "Que cara... sabes o que é que te fazia bem?!" - perguntou
-"Ganza" - respondeu o gémeo
- "Não... coca! Pareces-me demasiado em baixo para ganza..." - respondeu, atirando a pirisca para cima do Daniel Caralhadas
- "Foda-se, será que não podias ter metido essa merda pelo cu acima? Paneleiro do caralho!"
Martim, indisposto para aquele tipo de conversas de vizinhança, despede-se "Xau pessoal" e dirige-se parao trilho de merda que havia como saída na lixeira, não sem antes deixar escapar um desabafo: "Já me chegou ontem ter-me visto noutro corpo..."
Maluca, que entretanto cirandava por ali... ouviu...inclinou a cabeça na direcção ao ombro, arregalou os olhos até ao máximo e rapidamente começou aos berros, agarrada aos cabelos:
- "Ai o segredo, o segredo acordou... Maluca sabe segredo!!!"
Enquanto Paulo Charras chorava a rir, não se sabe se da figura de Maluca ou do que havia fumado, o caos dominou o bairro:
- Que caralho, será que não há ninguém normal nesta rua... puta que pariu! O que é que esta tresloucada quer dizer com isto?Foda-se, só a mim, só a mim..." - disse Daniel
Martim, impedido pela curiosidade de cumprir a ida ao Hospital Mais Próximo, virou-se e correu para junto de Maluca, que já se encontrava no chão a espernear: "O que é que disse? Que segredo?" Mal lhe tocou, Maluca cuspiu-lhe na cara e disse de olhos esbugalhados: "Maluca não sozinha" e saiu dali a correr em direcção aos montes de lixo.
O bairro todo estava boquiaberto a olhar para o monte de lixo. Alguma coisa falou, baixinho, no interior de todos eles. Todos sabiam que as suas vidas nunca mais seriam as mesmas depois do que tinha acabado de acontecer...
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Em direcção contrária, ou seja, no lado mais cheiroso da cidade, o casal Quim Zé e Gisele enroscava-se ordinariamente num sofá mesmo muito bom, de uma marca mesmo muito muito boa (nota da guionista: não sei nomes), esquecendo que, mesmo ao lado, estava Sssusana Sssantos Sssilva, completamente virada do avesso: "A minha vida não podia correr pior", pensou. No meio daquele mel todo, em que Gisele fantasiava sobre o beijo que o noivo lhe tinha dado na merda do tasco da esquina, Quim Zé voltou a pensar no papel que tinha no bolso. Afinal, que mensagem seria aquela...?

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